segunda-feira, 25 de junho de 2012

A civilização do futuro




Do final do século XIX aos dias atuais, houve um grande avanço tecnológico. Isso ninguém pode contestar.

O homem venceu os espaços e chegou à lua...

Construiu máquinas capazes de vencer as distâncias entre os continentes, entre as nações.

Descobriu a cura de enfermidades até então tidas como incuráveis. 

Conseguiu erradicar da face da Terra doenças que dizimavam vidas.

Embora todo o progresso tecnológico conseguido e apesar da possibilidade de comunicação instantânea, o homem não logrou sequer minimizar a saudade, preencher a solidão, acalmar a ansiedade, evitar a dor, a doença e a morte.



Conquanto a humanidade avance a passos largos na conquista de melhores condições de vida, de descobertas científicas, de aperfeiçoamento na produção de alimentos, vestuário, e outras tantas conquistas, não consegue deter a onda de violência que apavora os seres.

Não consegue erradicar o preconceito do coração do homem, a revolta dos povos vencidos, as catástrofes de toda ordem que assolam as nações.

É de nos perguntarmos: por quê?

Por que tanta miséria moral, diante de tantas conquistas intelectuais?

A resposta é simples.

Os Benfeitores da humanidade esclarecem que o progresso intelectual engendra o progresso moral, mas que o moral nem sempre o segue imediatamente.

É preciso que os povos se tornem civilizados, e não apenas povos esclarecidos.

Na busca desenfreada por melhores condições de vida, no campo material, o homem esqueceu-se de voltar sua atenção para ele mesmo, enquanto figura principal dessa engenharia toda.

São importantes as conquistas intelectuais, porque as morais devem vir depois.

Homens intelectualmente desenvolvidos, podem melhor compreender o bem e o mal e optar pelo bem. 

Basta que uma virtude brote nos corações: 

A piedade, que é o embrião da caridade.

Quando o homem se detiver diante do sofrimento alheio e lutar por solucioná-lo,  descobrirá naturalmente o caminho que o conduzirá à felicidade.


Só lograremos a nossa própria felicidade, fomentando a felicidade do próximo.

Se formos todos irmãos, não podemos admitir em sermos felizes, vendo os demais padecendo fome e frio, sem possibilidades de educação, de crescimento, de um lugar ao sol.

Numa sociedade verdadeiramente civilizada todos terão, pelo menos, o necessário para viver.

E numa sociedade moralizada todos serão amparados e, solidários, venceremos a solidão, a ansiedade, a dor...

Porque vencidas serão as distâncias que separam os seres e os infelicitam.




Você sabia:

Que a inteligência é poderoso instrumento para fomentar o progresso da humanidade? Deus quer que as pessoas inteligentes usem-na para o bem de todos e não para esmagar os mais fracos.

Que por mais inteligente que seja o homem, seu saber tem limites muito estreitos e restritos ao nosso planeta? Por esse motivo ninguém tem o direito de envaidecer-se de sua inteligência, pois a Terra representa um grão de areia diante do Universo infinito.

Eliane de Pádua




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