segunda-feira, 24 de outubro de 2016

UNIVERSO



O Universo é uma imensa Livraria.

A Terra é apenas uma das suas estantes.

Somos os livros nela colocados.

Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e o conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência exterior, pela capa física, sem considerarem o interior.

Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas histórias de terror, ou romances profundos. 

Também é assim com as pessoas!

Há aqueles que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance.

Somos Homens-Livros, que se leem uns aos outros.


Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos a nossa leitura até às páginas vivas do coração.

A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.

O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.

Também podemos ler nas páginas experientes da vida, muitos textos de sabedoria. 

Depende do que procuramos na estante.



Podemos ver em cada Homem-Livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.

Deus colocou a Sua assinatura Divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.

Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre o seu valor real, humano e espiritual.

Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.

Que nas páginas dos nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.

Que nos nossos espíritos possamos ler uma história imortal!

E que, sendo Homens-Livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da Livraria-Universo, pois somos homens-livros!

A capa envelhece e as folhas podem rasgar.
Mas, ninguém amassa ou rasga as ideias e sentimentos de uma consciência imortal.

O que não foi bem escrito numa vida poderá ser bem escrito mais à frente, numa próxima existência...


Mas, com toda a certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre ou em qualquer outra estante por aí.


Eliane de Pádua