quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Mas... afinal, o que é o amor?



Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". 

Já vi esse amor mudar muito. 

Quando eu era jovem, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". 



Depois, foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". 

O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. 

Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. 

A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. 

O amor é a recusa desse desencanto. 

O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.



Por isso, permitam-me hoje ser uma falsa "profunda" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. 

Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. 

É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. 

Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: 

O amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".



Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". 

Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. 

É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. 

Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. 

Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.

Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. 

Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozoide e óvulo se interpenetrando. 



Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. 

Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) 



O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. 

Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : 

"A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." 

E a arte não é a linguagem do amor? 

E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grandes beijos - eles podem ser enganosos. 

Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. 

Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. 

Mas, não se decifra nunca, como a poesia. 

A poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. 

Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. 

O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fastlove.

"O amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. 

Ser impossível é sua grande beleza. 

Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos, mas ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. 

Amar exige coragem e hoje somos todos covardes.



Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. 

A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. 

Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. 

Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.


Esperamos do amor essa sensação de eternidade. 

Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. 

O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. 

Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. 

Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. 

O amor não é da ordem do céu, do espírito. 



O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. 

Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.


Eliane de Pádua

enriquecer.elianedepadua@gmail.com


terça-feira, 15 de julho de 2014

Astros Rei


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque tenho me tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere.

Já não tenho paciência para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza.

Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso.

Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular.


Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos.

Já não consigo tolerar letradíssimo seletivo e altivez acadêmica.

Não compactuo mais e não suporto conflitos e comparações.

Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível.

Na amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição.


Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar.

Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais.

E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.

Sem desejar polêmica, mas respeitando sempre. 

Tem coisas que NÃO estão mais na moda...

Mostrar que tem PERSONALIDADE FORTE.


 Não se flexibilizar... criticar...

Isso já está provado pela ciência (através da física quântica) que são os que mais sofrem...

E na maioria das vezes adoecem sem saber o porquê!

O mundo mudou...


Estamos numa ERA onde precisamos nos unir aos opostos, parcerias, acolhimento... e sem nos ferir, aceitar as diferenças existentes em todo ser humano, animais, plantas...

Mas nem por isso deixar de nos conectar com eles.

Pois não somos ASTROS REI.


Precisamos de todos...

Desde um simples alimento que chega a nossa mesa que passou pelas mãos de tantos trabalhadores, até essas pessoas que são difíceis para nós...

Pois podemos lhe dar com tudo e todos sem ter que entrar na EXCLUSÃO.

Fazemos parte de um mundo e não temos controle do Universo...

Basta uma simples dorzinha, ou um vendaval, para nos tirar de uma festa, uma balada, uma noite de amor.

Isto no Oriente é chamado SABEDORIA.



Muita luz e paz!!!
Eliane de Pádua


terça-feira, 8 de julho de 2014

Acorda Brasil


Brasil é goleado pela Alemanha e vê morrer sonho do título em casa.


Foi constrangedor, do início ao fim.

Um suplício.

O que se viu foi um time organizado, compactado, capaz de fluir um contra-ataque com meia dúzia de passes rápidos e se fechar em bloco logo em seguida em questão de segundos. Esta era a Alemanha.

Do outro lado, um Brasil desprotegido no meio-campo, aberto, varzeano, uma baderna tática, errando lances bisonhos e assustados com a superioridade do oponente.

Diante deste cenário, em pouco menos de meia hora, o maior fiasco brasileiro em toda a sua história de Copas estava consumado.


Isso representa mais que um simples jogo!

Ninguém morreu.

É incrível e inacreditável, mas aconteceu.

E aconteceu pela superioridade do adversário.

A Seleção Brasileira é uma instituição que merece nosso respeito e nossa torcida.

Eles fizeram o melhor.


Mas perdemos.

Que aprendamos com o exemplo do esporte as dificuldades que a vida pode nos impor e que consigamos erguer nossas cabeças, com honra e humildade, para seguir em frente, como bons homens que se esforçam para fazer o seu melhor.

Representa a vitória da competência sobre a malandragem!

Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que pra vencer na vida tem-se que ralar treinar, estudar!

Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado!

O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro!

Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo!

A Alemanha ganha com maestria e merecimento!

Que nos sirva de lição!

Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade!

Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando!

Que amor à pátria é este!

Já chega!!!


O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo!

Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor!

Educar nossos filhos para uma geração de vergonha!

Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol!!


A Alemanha não destrói um país assim desde a segunda guerra mundial.




O futebol imita a vida.


Estou muito triste!
Eliane de Pádua


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tempo

Respeite sua hora



Mais do que correr, é preciso saber parar.

Não adianta viver no piloto-automático e deixar de sorrir.

Nem tirar folga e levar uma enorme culpa dentro da mala.

O mundo lá fora exige produtividade e imediatismo.

Aqui dentro, corpo e alma pedem menos, muito menos.

Como fazer, então, para conciliar tempos tão diferentes?

A resposta não está em livros.

Mas dentro de cada um.

Quer tentar?



Respire fundo.

Desencane.

Perca seu tempo com você!

É uma responsabilidade enorme desconectar-se, eu sei.

Mas vida ao vivo é para quem tem coragem.

Coragem de arriscar.

Cuidado em saber a hora certa de parar.

Difícil?

Pode ser.

É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos.

Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida.

Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você.

Esqueça.

Se esqueça.

Hora de se perdoar.

RENASÇA!

Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: 

É preciso respeitar o próprio tempo.

E eu respeito!

Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala.

E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz desafiante: Confie em si mesma.

Quebre a rigidez.
Ouse.
Brinque.
Viva com mais leveza.

E - por favor - desligue-se.

Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida.

E ter coragem e fôlego pra ser VOCÊ, no momento em que o mundo te atropelar sem licença e dizer:

CHEGOU A HORA!


Eliane de Pádua



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Carências

E necessidade de um relacionamento.


Um tema bastante recorrente não apenas nos consultórios de terapia, mas nas conversas informais entre amigos de diversos grupos sociais, é a carência e a necessidade de ter um relacionamento sério. As redes sociais e a própria internet tem investido muito na tentativa de encontrar o par perfeito para as pessoas que se consideram tímidas e inseguras ou mesmo aquelas que acreditam ter tentado de tudo em vão. 

Sites de relacionamentos e até falsas namoradas podem ser contratadas para que o status nas redes sociais apareça: 

"Em um relacionamento sério”.


A busca por um parceiro que traga completude, felicidade e um relacionamento sério, apenas demonstram a ascendência de um movimento psicossocial onde a dificuldade de lidar com a solidão está tomando proporções cada vez mais catastróficas para o mundo interno do ser humano. Em um universo consumista em que a competição, o individualismo e a especificidade tem se apresentado como características cada vez mais valorizadas, a independência de um indivíduo acaba tomando rumos cada vez mais distorcidos, onde ser independente se torna sinônimo de autossuficiência e muitas vezes, de solidão.



A solidão quase sempre começa quando existe um afastamento de uma pessoa dela mesma, ou seja, no momento em que as exigências do mundo externo foram tão altas e intensas que a pessoa não consegue mais enxergar a si mesma, ela só consegue ver pela lente dos outros, do mundo e perde de vista o propósito de sua própria vida. 


Esse descolamento gera um vazio tão intenso que esse indivíduo tende a se ver completamente sozinho e abandonado de si mesmo.



A angústia deste vazio faz com que grande parte das pessoas comece uma busca desenfreada por algo que a faça se sentir melhor e algumas vezes o objeto de desejo é um parceiro, no qual se deposita todas as expectativas de felicidade, amor, acolhimento e completude. 


Um relacionamento que comece com tais expectativas está fadado ao fim, pois nem um nem outro conseguem ver o que realmente são, criando fantasias e cobranças tão despropositadas que geram raiva, irritação, angústia e depressão no par que não consegue jamais atingir a expectativa que foi atribuída a ele. E novamente um ciclo de abandono e rejeição recomeça. 

Neste momento, as pessoas perguntam por que não conseguem administrar um relacionamento e por que sempre são abandonadas.



Talvez a melhor resposta seja pelo motivo de que não é possível ser amado, sem se amar, não é possível ser respeitado, sem se respeitar, não é possível pedir confiança, sem confiar, não é possível também cobrar interesse, sem se interessar. Não é possível querer ser visto, sem se ver, não é possível se relacionar com o outro antes de aprender a se relacionar consigo mesmo. O preço a pagar para se ter um relacionamento verdadeiro é alto e exige um mergulho interno de autoconhecimento, que inclui passar pelo processo de solidão e lidar a angústia que emerge deste momento, onde se é espectador de si mesmo.




O desenvolvimento interior e a capacidade de se conhecer promovem um movimento de psíquico que traz mais segurança, confiança, liberdade e amor próprio, gerando como consequência, certo preenchimento que as pessoas buscam erroneamente nas outras, mas é assim, através da mudança de atenção do mundo externo para o mundo interno que um indivíduo começa a se enxergar.

Quando isso acontece, pode-se então ser visto.


Eliane de Pádua





segunda-feira, 9 de junho de 2014

Decida-se



Lógico que você merece ser feliz.


Um sonho é para ser realizado, e o seu sonho esta cada vez mais maduro.

Tenha atitudes positivas:
a noite você sonha, de dia realize.

Eleve seu pensamento a Deus diariamente
e agradeça tudo que conquistar.

Por favor, não se compare com ninguém.

Entenda de uma vez por todas que você é único.

Lance seu desafio ao Universo e diga:
Agora é a minha vez!

Sua determinação é do tamanho da sua necessidade.

Uma estrada só se vence quando se da o primeiro passo e sem olhar para a distância.

As boas novas se conquistam com pequenos gestos.

Faça de cada dia, um novo dia de vitória.

Esqueça o passado, perdoe!



Liberte-se de qualquer amarra que possa te segurar no cais da tristeza.

Insista mais um pouco, dê mais um passo.

Cuide de seus pensamentos e suas palavras.

Use tudo com bom senso.

Invista na sua paz, diga não quando precisar.

Dedique alguns minutos para cuidar de você diariamente.

Apaixone-se por tudo o que for fazer.

Compre a ideia. Vista a camisa.

Definitivamente, eu não conheço ninguém mais pronto  para prosperar.

E ser feliz, é a escolha que te cabe nesse momento.

Você merece!

Eliane de Pádua




terça-feira, 3 de junho de 2014

Tipo de pessoas

Hoje eu quero agradecer a todas as pessoas que passaram pela minha vida até agora.



 “Quero agradecer aquelas que me deram amor, que sorriram pra mim quando eu precisava; que afagaram meus cabelos enquanto eu chorava; que me indicaram os caminhos; que seguraram minha mão e disseram: “vai em frente” quando eu dizia não consigo”. 

Agradecer aqueles que duvidaram de mim, que disseram que eu não era capaz e que deveria desistir; afinal foi por causa dessas pessoas que eu venci meus limites, que desafiei os acontecimentos e circunstancias. Foram essas pessoas que me impulsionaram a ser quem sou.

Agradecer a todos os sonhadores, que mesmo falhando me convenceram que valia a pena tentar. Aos que me deram atenção e aos que me negou também, isso facilitou distinguir o os amigos dos conhecidos.

Agradecer ao que me ajudaram a estudar e aos que sempre me atrapalharam com suas conversas, piadas e travessuras. Sem estes, os anos de banco escolar não fariam sentido, afinal, é deles que saem os grandes amigos, as melhores festas, o primeiro amor...

Agradecer aqueles que me repreenderam severamente, que me podaram o sentimento, que me traíram, que me trocaram por outras pessoas, que me fizeram chorar, que me magoaram que me tiraram o chão, que me desfiguraram os sonhos, pois com essas pessoas conheci a face da dor e da desilusão e pude aprender tudo o que NÃO se deve fazer para alguém.



Mas...
Acima de tudo, quero agradecer aquelas pessoas amargas, corruptas, egoístas, traiçoeiras, invejosas, torturadoras, manipuladoras, sem caráter, que cruzaram o meu caminho, pois com essas pessoas eu aprendi a lição mais importante da minha vida: 
“O TIPO DE PESSOA QUE NÃO QUERO SER!”.




Eliane de Pádua