Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:
- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?
O Mestre olhou para ele e respondeu:
- Encontre-me novamente após o sol se pôr.
O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.
Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre.
Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:
- Você percebeu o que houve? O sol morreu…
O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre.
- Como assim mestre?
Perguntou o discípulo.
O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte.
O mestre disse:
- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte.
Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha.
Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas.
O mesmo princípio rege a nossa alma.
Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual.
A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida.
REFLEXÃO:
Essa é uma visão reconfortante e espiritualista sobre a transição da vida. A morte não é o fim, mas o "despertar do outro lado". Entender a morte como uma mudança de estado ajuda a transformar a dor da ausência na serenidade da saudade. Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós. A luz que deixaram continua a guiar nossos passos por aqui. A morte não é um fim. É uma vírgula, uma passagem. Um atravessar suave para aquilo que os nossos olhos ainda não veem, mas que a Alma sabe.
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| Eliane de Pádua |



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