quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Paz e Luz




Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.


Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.


Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.

Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!

Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica só se sente. 

Que esse amor seja o teu acalento secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

Que a estrada se abra à sua frente.


Que o vento sopre levemente às suas costas.


Que o sol brilhe morno e suave em sua face.

Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.

Que a chama da raiva te liberte da falsidade.


Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.

Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.

Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.

Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.

Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.

Que a chuva caía de mansinho em seus campos…


E, até que nos encontremos de novo…

Que os Deuses lhe guardem na palma de Suas mãos.

Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.

Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.

Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenarem.


Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças a presença que está em ti e em todos os seres.


Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!


Eliane de Pádua

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O Lápis



O menino observava seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou:

Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?

O avô sorriu, e disse ao netinho:

Sim, estou escrevendo algo sobre você. 

Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo, é este lápis que estou usando. 

Espero que você seja como ele, quando crescer.

O menino olhou para o lápis, e não vendo nada de especial, intrigado, comentou:

- Mas este lápis é igual a todos os que eu já vi. O que ele tem de tão especial?

- Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô.
Primeira qualidade:
Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça de que existe uma "mão" que guia os seus passos, e que sem ela o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.




Segunda qualidade:
 Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar o que está escrevendo, e usar um "apontador". Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.

Terceira qualidade:
 Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.
Quarta qualidade:
Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante que a sua aparência.


Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas, portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, e marque positivamente a vida das pessoas.


Eliane de Pádua


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Quem é você?



Não...

 A resposta certa para a pergunta do título não é o seu nome, nem a sua profissão, muito menos a sua espécie.

É, para muitos, a pergunta mais difícil de responder, e ao mesmo tempo a resposta mais simples que podemos dar.

Somos um agregado de matéria, mais precisamente átomos, que se agrupa para formar moléculas que continuam se agrupando e formando pequenos compostos, que formam nucleotídeos, que formam o DNA, que determinam como serão formadas proteínas, que expressam como você será e como se comportará ao longo da vida.


Os átomos que hoje compõem o seu corpo, foram formados um dia, na fornalha de uma destas estrelas que você observa no céu noturno, mas nenhum deles é os mesmos de quando você nasceu.

Portanto, eles não são você e esta ainda não é essa a resposta...

Você nasceu, cresceu, fez escolhas e aprendeu (ou não) a conviver com as consequências delas, você conquistou amizades, amores, reputação, foi influenciada pela sociedade do seu tempo, ou se sentiu deslocado em meio aos valores atuais, você sofreu com perdas, amores não correspondidos, pequenos desentendimentos ou grandes discussões, se arrependeu de algumas coisas que fez e de outras tantas que deveria ter feito, amou e odiou, acreditou, perdeu a fé, amou outra vez e continuou caminhando... até chegar onde está agora; lendo este texto e se perguntando quem é você.


Não, você não tem nenhum tipo de déficit cognitivo por não conseguir dar uma resposta satisfatória para esta pergunta.

Nós é que a tornamos, realmente, muito complicada, pois passamos a nos enxergar a partir de referenciais externos como nossa profissão, nossos parentescos, nossos títulos sociais e etc., esquecendo-nos de lançar um olhar mais apurado para dentro de si mesmo.


Não adianta buscar a sua volta os indícios de quem você realmente possa ser, pois a resposta para esta pergunta não se encontra em nada ao alcance dos seus olhos, mas sim no seu íntimo, naquele lugar que só pode ser alcançado através do autoconhecimento e da introspecção.

Você não é nada do que pensa ser, pois é muito mais que tudo o que já cogitou até agora.

Também não é nem de longe aquilo que os outros dizem, posto que o que parenta não transparece nem a metade do que realmente você é.

Nisto, só é possível acreditar que você é um ser multidimensional, que dentro da linguagem humana como nós a conhecemos, carece de definições satisfatórias para afirmar quem você realmente é.



Portanto, mergulhe dentro de si e busque-se, conheça-se, e terá a resposta para esta e outras perguntas tão angustiantes.

Eliane de Pádua




Saudades




Quantas vezes dosamos esse sentimento pela quantidade de fatos ocorridos, temos lembranças de lugares e pessoas que tocam realmente nosso interior, e em verdade, sentimos felizes, e também magoados por algum motivo.

É impressionante como subitamente a saudade lhe assopra o consciente, fazendo recordar de coisas belas e que te fez feliz, faz com que se lembre de pessoas que você ama amigos e viagens, são tantas coisas que se pode sentir saudade, enumerá-las é perda de tempo.

Esse é um sentimento misto, apesar de todo carinho que o sustente, sempre é acompanhado com um pouco de dor, seja pelo beijo que não tem mais ou culpa do cemitério ter tragado mais algum ente ou uma pessoa amada por você.

Amigos, amores, família, lugares e animais, é o escopo da saudade, sem eles, essa trama dramática não existiria.

Mas em primeiro olhar, podemos julgá-la como ruim, se observarmos apenas o fato de distância, morte ou separação.


Então deve colocar sua cabeça apoiada em seus braços cruzados e olhar pra estrelas e lembrar de que tais passagens de sua vida podem ter se acabado, porém o sentimento que mantinha em estância era grande e se sente saudade é por que foi bom.

Ela é generosa, faz sonhar com algo que não tem mais, só que aquece o coração quando uma lembrança boa é puxada no arquivo empoeirado da memória.



De fato nunca se livrará desse sentimento, a não ser que seu coração se petrificasse, o amor e o carinho fomentam sua vida, e os registros bonitos esporadicamente é divulgada no jornal da saudade, ela cria manchetes.

Como todo dia se lê um jornal, a saudade cria um parecido, e ela tem uma edição mais atualizada que qualquer outro, pois atualiza em sua mente a cada minuto se quiser, e quando vai a algum lugar que te lembra de algo, por exemplo, aposto que lance de tiradas urgentes. 


Extra!
 Extra!  
      

Toda essa loucura comum sempre será retratada em sua vida de forma generosa, sentirá saudade de muitas coisas, e pode ter certeza que se você lembrar é porque valeu à pena, mesmo que em algum momento tenha ficado magoado, pois o que vale não é a quantidade de vezes que se irritou, mas sim o tempo feliz que aproveitou.

Vai sentir saudade de muitas coisas, é inevitável...


"A saudade é um sentimento do coração que vem da sensibilidade e não da razão."
Eliane de Pádua


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quando o amor acaba



De repente, o que era luz se faz sombra.

A época do namoro, as delicadezas e olhares apaixonados dão lugar à amargura, à aridez dos dias.

E muita gente afirma:
 O amor acabou!

Uma sentença que cai pesada sobre os ombros de quem ouve.
O fim do amor talvez seja a mais triste notícia para um ser humano.
Afinal, o amor move o Mundo e enche a vida de alegria.

Mas será que o amor acaba?


Afinal, é um sentimento tão forte que ultrapassa a barreira dos relacionamentos pessoais e deságua nas relações sociais.

Onde há um grupamento humano há a necessidade de amor.

Amor de pais, de filhos, de amigos. Amor entre um homem e uma mulher.
Que importa de que tipo é o amor?

Basta que ele exista para que seu perfume imediatamente transforme os ambientes, ilumine os olhos, torne o ar mais leve.

E se é tão essencial o amor, por que o deixamos acabar?


Por que permitimos que ele se amesquinhe e seja sufocado?

É que nem sempre sabemos priorizar o que realmente é importante.

Nem sempre sabemos cuidar das pessoas que mais amamos.

Por vezes tratamos mal justamente aqueles a quem mais queremos bem.

São nossos pais, irmãos, esposos e filhos...

Eles deveriam ser nossa prioridade, mas parecem estar sempre em último lugar.




Para eles deveríamos guardar os gestos de delicadeza, os afagos, as palavras gentis.

Pior ainda é quando permitimos que os abismos e silêncios aconteçam em nossa casa.

É como um câncer, que começa devagarzinho, vai se instalando e se torna incontrolável.

E tudo começa porque deixamos de conversar, de trocar experiências, de compartilhar o espaço que chamamos lar.


E assim vamos-nos afastando dos seres amados.
 
E ainda há a negligência.


Deixamos de falar, de sorrir, de dar atenção aos de casa.

Concentrados em pessoas com as quais temos contato meramente social, aos poucos substituímos o grupo familiar pelos amigos, colegas de trabalho e até por gente que acabamos de conhecer.

Assim vamos deixando a vida seguir.

De repente, quando percebemos, o tempo passou, os filhos estão adultos, os irmãos casaram, os pais morreram.

Ou estão idosos demais sequer para ter uma conversa divertida num fim de tarde.

O trem da vida seguiu e nós nem o vimos passar.

  


É quando chega o arrependimento, a saudade, a vontade de ficar junto mais um pouco.

Nem sempre é preciso esperar:
Alguém que morre repentinamente, um acidente, uma doença inesperada.

E percebemos, então, que desperdiçamos o tempo que estivemos ao lado daquela pessoa especial;

daquele filho divertido;

daquela mãe dedicada;

daquele pai amoroso;

daquele companheiro que estava bem ao lado, caminhando junto.
 

Não. 
O amor não morre.

Nós o deixamos murchar, apagar-se.


É nosso desleixo, desatenção e preguiça que sufocam o amor.

Mas basta regar com cuidado, sorrisos e carinho, para que ele reviva.

Como planta ressequida, o amor bebe as palavras que lhe dirigimos e se reergue.



O amor não morre nunca.

Mesmo que acreditemos que ele está morto e enterrado, que desapareceu, ele apenas aguarda que um gesto de amor o faça reviver.

Experimente!

Olhe para as pessoas de sua família, para o seu amor, e lembre-se das belas coisas que viveram.


Não deixe que as más lembranças o contaminem.

Focalize toda a sua atenção nos momentos mais felizes.

Abrace, afague, sorria junto, diga os quanto os ama.

E se, de repente, seu coração acelerar, seus olhos ficarem úmidos e uma indescritível sensação de felicidade tomar conta de você, não tenha dúvida:

 São os efeitos contagiantes e deliciosos do amor.



Eliane de Pádua


A Inveja





Diz que a única forma de nunca despertarmos inveja é não fazendo nada, não sendo nada, não chamando a atenção sobre nós.

Por outro lado, convenhamos, seria bem injusto termos de abrir mão de nossos sonhos, só para não aborrecer os outros.

Viver em paz neste mundo é missão complicada, e a verdade é que, para despertarmos antipatia em certas pessoas, basta nos destacarmos, basta que percebam nossas qualidades, nosso progresso, nosso valor.

O invejoso encara o sucesso do vizinho como um insulto, pois não admite que alguém conquiste coisas que ele não tem competência para conquistar.

Ver alguém de bem com a vida o deprime profundamente, pois a felicidade dos outros é, para ele, um verdadeiro castigo:

O invejoso adoece com a saúde alheia.

Nossa reação diante dessa gente deve ser de completo desdém:

Nada melhor do que a indiferença para combater o despeito.

Até porque, se alguém se importa tanto com nossas vitórias, é sinal de que estamos preocupando a concorrência.

Como diz o provérbio popular, “cachorro morto, ninguém chuta...”

No fundo, a inveja nada mais é do que homenagem que o incompetente presta ao nosso talento e ao nosso valor...




REFLEXÃO
A inveja é assim tão magra e pálida porque morde e não come.
O número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades.
Ninguém é realmente digno de inveja, e tantos são dignos de lástima!


Portanto, a inveja bate na minha porta e volta recalcada...


Eliane de Pádua
Renato Gaúcho



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Paraquedas



Quem dobrou o seu paraquedas hoje?

Charles era piloto e, certa vez, seu avião foi derrubado, durante uma missão de combate.

Ele saltou de paraquedas, salvando a vida.

Caiu em campo inimigo, foi capturado e passou seis anos como prisioneiro.

Sobreviveu e ao retornar ao seu país, começou a fazer  palestras, relatando a sua odisseia e o que a prisão lhe ensinara.

Certo dia, em um restaurante, foi saudado por um  homem:
“Olá, você é Charles, o piloto que teve seu avião derrubado, não é mesmo?”

“Sim”, respondeu. C
omo você sabe?”

“Ora, era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”

O piloto ficou boquiaberto.

Muito grato, afirmou:
“Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.”

Naquela noite, ele não conseguiu dormir, pensando e pensando.

Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse ‘bom dia?’ Eu era um piloto arrogante e ele, um simples marinheiro.

Pensou nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco, em meio a tantos outros pilotos, tão senhores de si, como ele próprio se considerava.

Pensou que o marinheiro teve em suas mãos habilidosas, que enrolavam os fios de seda dos paraquedas, as vidas de tantos que nem conhecia.


 Mas a sua tarefa bem realizada era a responsável por vários deles continuarem a viver.

Todos os que haviam precisado de um paraquedas, um dia.

Hoje, quando Charles inicia as suas palestras, o faz perguntando à plateia:

“Quem dobrou o seu paraquedas hoje?”



REFLEXÃO

Ninguém é uma ilha… e, diariamente, necessitamos de muitos paraquedas… Se está lendo esta mensagem é que, por algum motivo, é merecedor de minha gratidão…, provavelmente, com um simples sorriso, um aperto de mão, uma palavra amiga, um modo de proceder, um ouvido atento, um ombro… ou virtualmente, com um comentário, com um “curtir”, ou simplesmente com tua leitura incentivaste minha caminhada, dobrando meu paraquedas…

Meu muito obrigado!


Eliane de Pádua