sábado, 30 de junho de 2012

Mapa-Múndi Digital



Agradeço aos meus amigos(as) virtuais (Habitantes nos 19 países visitantes) pela visitação ao meu Blog "Enriquecer", neste mês de junho/2012, espero que de algum modo eu tive o privilegio de alegrar seus corações com as minhas postagens.

Quero expressar meus sentimentos neste momento de agradecimento e lembrar a todos que A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você... Voltem sempre!


Angola
14 França 11
Alemanha 18
Indonésia
12
Argentina
12 Índia 12
Brasil
1.196
Japão 14
Canadá 16 México 11
China 14 Portugal
14
Dinamarca 13 Reino Unido 16
Eslovênia 12 Rússia 16
Equador 10 Suíça
18
Estados Unidos
428
Meu muito obrigada!


O IBGE lançou um mapa-múndi digital, com síntese, histórico,  indicadores sociais,  economia, redes,  meio ambiente,  entre outras curiosidades.
Vale a pena conferir!
Clique abaixo... Quando abrir passe o mouse e aparecerão os nomes dos países.

Clique em cima do país e terás várias informações.



Assim,  ficou melhor para eu saber a localização de todos meus amigos virtuais, e vibrar com muito amor, para que nas situações abaixo, Deus esteja sempre com todos vocês:

Como estiveres, 
Deus te guarde.
Como penses,
 Deus te use.
Onde te encontres, 
Deus te ilumine.
Com quem estejas, 
Deus te guie.
No que fizeres, 
Deus te ampare.
Em todos os teus passos, 
Deus te abençoe!



Meus Beijos - Além das fronteiras...
Eliane de Pádua

Velhos ditados, adaptados.


Como estamos na “Era Digital”, foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.


Oficina do Gif
 

Veja alguns ditados populares da era digital:

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. O arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat frequenta e te direi quem é.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com.
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups
27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder…
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia… e depois se cola.
33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Papai Noel desce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM!



Oficina do Gif
Eliane de Pádua


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma questão de escolha



Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.

Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.

A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.

Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.

Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum.

Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.

Não jogar nada pelas janelas do carro, ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.

Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu Mundo.

Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.

Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.

Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.

Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no Mundo, pela sua forma de ser.

Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos notará ou talvez ninguém.

Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome.

Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante.

Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições.


Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolê.

Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse.

Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.

Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.

Frango frito. Foi à resposta rápida.

E que mais?

Só frango frito. Respondeu de novo.

Mas a tabuleta diz comida a escolher. - Argumentou meu amigo.

Sim. Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.

Tinha toda razão aquela senhora.

Tudo é opção.

Por isso, alguns de nós, escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos.

Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos.

Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o quanto nos seja permitido.

E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos.

Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.

Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós.

Todos nós sofremos perdas, doenças, lutas, no Mundo de provas e expiações em que nos movimentamos.

Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.

O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas.

Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, neste novo dia.



Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia.

Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas... Muito boas escolhas.


Eliane de Pádua


Enamorar-se de virtudes




O homem está sempre em busca da felicidade.

Perseguindo essa meta traça roteiros que imagina possam levá-lo à plenitude de seus sonhos.

É comum que se encante de modo particular por uma pessoa, com quem deseja seguir pela vida afora.

Para conquistar esse ser, que parece a personificação de um ideal, nada se afigura muito trabalhoso ou difícil.

Tomam-se cuidados especiais com a aparência, o modo de falar e de agir, a fim de impressionar favoravelmente.

É natural e saudável que se esteja disposto a labutar na conquista de uma meta, seja a companhia de uma pessoa, um projeto profissional ou outro desiderato digno de investimento.

Os esforços despendidos na realização de um ideal, mesmo que ele não seja atingido de pronto, sempre têm uma consequência positiva.

Por exemplo, a persistência em ser gentil, educado e compreensivo com uma pessoa específica, que se pretende seduzir, pode tornar alguém consciente de seu agir equivocado nas demais situações.

Mas o fato é que a felicidade real jamais está nas mãos de outro ser humano, por especial que ele seja.

Do mesmo modo, a conquista de um emprego, a aquisição de um bem, nada disso tem o condão de conduzir o homem à plenitude de seu ser.

A felicidade não está em coisas ou nos outros.

Ela é um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.

Veja-se o exemplo do Cristo.

Nasceu em família pobre, jamais foi importante, no sentido mundano. Não era compreendido pelos que o cercavam. Padeceu o contato com massas ignorantes, com governantes despóticos, e teve morte violenta.

Mas ninguém ousa sugerir que o Cristo foi um infeliz.

Um Espírito de Sua envergadura evolutiva não poderia ser infeliz, embora tivesse de enfrentar obstáculos.

No entanto, sempre foi grandemente só, pela ausência na Terra de seres que O ombreassem em entendimento e valores.

Ele foi feliz, embora não tivesse nada do que habitualmente se considera como conducente à felicidade.

Isso revela o quanto o homem se ilude ao eleger suas metas para uma vida mais plena.

Viveremos para sempre, podendo contar por todo o tempo com uma única companhia: a nossa.

E é muito entediante a convivência com alguém mesquinho, egoísta, arrogante, grosseiro ou inculto, não é mesmo?

Então, um bom caminho para se atingir a genuína felicidade é nos indagar como gostaríamos de ser, não apenas nesta encarnação, mas com o passar dos séculos.

Pensar, em longo prazo, pode ser uma eficiente forma de evitar o estabelecimento de metas equivocadas ou rasas.

Dentro de algumas encarnações, de que adiantará ter conseguido muito dinheiro ou um corpo perfeito nesta vida?

Com certeza muitos de nós já nos sentimos cansados de alguns de nossos defeitos, pois é triste chegar ao final do dia e lamentar os próprios atos.

Reflitamos sobre as virtudes que desejamos ter e busquemos nos enamorar delas, pois, uma vez conquistadas, serão nossas eternamente.

Admiramos e desejamos a companhia de pessoas bondosas, generosas, calmas, honestas, trabalhadoras e gentis?

Então, sejamos assim, envidando esforços para desenvolver as qualidades almejadas, do mesmo modo que o faríamos para conquistar a pessoa amada ou o emprego cobiçado.

Somente nossa transformação moral, com a adoção de um patamar de conduta sublimada, pode nos tornar seres plenos e pacificados.

Mas isso exige treino e esforço, pois nada de valioso na vida vem de graça.

Não há como nos tornar virtuosos, exercitando vícios.

Pensemos nisso.



Eliane de Pádua



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Doenças ou doentes?




Desde que o mundo é mundo, a Humanidade tem lutado contra as enfermidades mais variadas.

Quando consegue controlar uma delas, outras surgem mais cruéis e ameaçadoras.

Tem-se lutado com ardor para extirpar as doenças da face da Terra.

Mas por que não se consegue, já que a ciência moderna tem recursos fantásticos?

A resposta é simples: tem-se buscado curar os efeitos e não as causas.

Ou seja, temos envidado esforços para curar os corpos, esquecidos de que o enfermo é o Espírito imortal e não o corpo que perece.



O corpo é como um mata-borrão, que absorve e exterioriza as chagas que trazemos na alma.

A mente elabora os conflitos, os ressentimentos, os ódios que desatrelam as células dos seus automatismos, degenerando-as e possibilitando a origem de tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

A sede de vingança volta-se contra o organismo físico e mental daquele que a acalenta, facilitando a instalação de úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas que empurram o ser para estados desoladores.

As angústias cultivadas podem ocasionar as crises nervosas, as enxaquecas, entre outros males.



A inveja, a cólera, a competição malsã provocam indigestões, hepatites, diabetes, artrite, hipertensão, entre outros distúrbios.

O desamor pessoal, o complexo de inferioridade, as mágoas, a autopiedade, favorecem os cânceres de mama, na mulher, e de próstata, no homem, além das disfunções cardíacas, dos infartos brutais e outras doenças.

A impetuosidade, a violência, as queixas sistemáticas, os desejos insaciáveis dão ocasião aos derrames cerebrais, aos estados neuróticos, psicoses de perseguição, etc.

Como podemos perceber, a ação do pensamento sobre o corpo é poderosa.

O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia.

O contrário ocorre com o pensamento desequilibrado.

O homem é o que acalenta em seu íntimo. O que surge no corpo é a exteriorização dos males que cultiva na alma.

Não é outro o motivo pelo qual Jesus alertava àqueles a quem curava dizendo: Vá, e não tornes a pecar para que mal maior não te aconteça.

O que quer dizer que a saúde está condicionada ao modo de vida de cada criatura.

E que não há doenças, mas doentes, que, em maior ou menor intensidade, somos todos nós.



Jesus, que foi o exemplo máximo do amor, jamais adoeceu, porque era em Espírito, o que proporcionava saúde ao corpo.

Desta forma, se quisermos a saúde efetiva, enquanto buscamos a cura do corpo, tratemos também o verdadeiro enfermo, que é o Espírito.

A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega.
(Albert Einstein.)

Eliane de Pádua 

Alguma coisa para amar




Sempre resta alguma coisa para amar

Eu convido-vos a refletir sobre os valores que guardam em nossas almas, com esse belíssimo conto.

Na peça, uma família recebe uma pequena quantia proveniente do seguro de vida do pai.


A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o lugar onde vivia, e mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.

A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina.

O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado.

 Quer o dinheiro para que ele e um amigo iniciem um negócio, juntos.

Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou.

Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho.

Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele, e que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode lhe oferecer.

No entanto o tal "amigo" foge da cidade com o dinheiro.



Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram desfeitos.

A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem limites.


Quando ela para um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz: "pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão."



A filha então responde: "amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar."

E a mãe diz: "sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje?"

Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas consequências que terá de enfrentar.

Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade?

 No momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos?

Bem, então você ainda não aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiro momento para amar. Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais.

Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora.

Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquista-lo.

É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.

O amor que o pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. 

A misericórdia de Deus é muito mais grandiosa e sábia.


Pense nisso

Pense com o coração no que esta lição nos traz, e reflita sobre o seu amar, sobre as condições que você impõe ao outro para que o ame, e descubra a oportunidade de amar de verdade.

Por mais que as pessoas, com suas imperfeições, tragam-nos mágoa, desapontamento ou desilusão, lembremos de que sempre resta alguma coisa para amar.


Eliane de Pádua

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A faixa preta



 O judoca não se aperfeiçoa para lutar, ele luta para se aperfeiçoar!

Depois de incansáveis anos de treinamento, um disciplinado aluno de artes marciais viu-se diante do mestre para receber a faixa preta.

"Antes que lhe dê a faixa você terá de passar por outro teste", avisou o mestre.

"Estou pronto." Respondeu o aluno.

"Você precisa responder a uma pergunta essencial. Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O jovem respirou fundo e disse: "Ela representa o fim de minha jornada. Será uma recompensa merecida por meu bom trabalho."

O mestre esperou um pouco.

O jovem percebeu que o professor não estava satisfeito.

O silêncio que constrangia o jovem foi quebrado por novas palavras do mestre: "Você não está pronto para receber a faixa preta. Volte daqui um ano."

Desapontado o aluno partiu.

Um ano depois, ajoelhou-se novamente na frente do mestre.

"Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?" - repetiu a pergunta o professor.

"É o símbolo da excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", respondeu o jovem.

O mestre permaneceu em silêncio.

O aluno percebeu que outra vez sua resposta não fora satisfatória.

Por fim, disse o professor:

"Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano." Resignado o aluno partiu.

Um ano depois voltou a ajoelhar-se diante do mestre.

Mais uma vez foi-lhe feita a pergunta: "Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O aluno respirou fundo e respondeu: "A faixa preta representa o começo. É o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca por um padrão cada vez mais alto."

O mestre sorriu e disse: "Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho."



Estamos a caminho.

Muito já percorremos.

Muito já foi vencido.

Quando olhamos para trás vemos os vales extensos.

Os rios de correnteza inclemente.

Os desfiladeiros traiçoeiros.

Pântanos sombrios.

São paisagens passadas.

Situações superadas.

Também havia na jornada campos floridos.

Praias de areia alva.

Árvores frondosas a oferecer-nos sombra e abrigo.

São paisagens passadas.



Momentos que nos enchem de saudade.

Estamos a caminho.

Quando olhamos para frente vemos cenários novos.

Grandes surpresas nos aguardam nas curvas das estradas.

Grandes dores também esperam por nós.

São tantas as trilhas que se apresentam.

Cada qual com uma característica especial.

Algumas prometem facilidades e alegrias fugazes.

Escondem armadilhas em recantos com aparência inofensiva.

Outras se mostram árduas desde o início, mas compensam os viajantes persistentes com vastos oásis de consolo e amparo.

Cada estrada apresenta riscos e prêmios.

Todas, porém, levam a um destino único.

O tempo de viagem depende da disposição de cada peregrino.

Há muito a percorrer.

Estamos, ainda, a caminho.




Eliane de Pádua