sábado, 1 de janeiro de 2011

Reflexão - Projetos Inacabados






Faz parte da natureza humana sonhar e idealizar as mais variadas realizações.

Um hábito muito comum é a lista que se faz no início de cada ano, as famosas 
  • "proposições de ano novo".
Costuma-se relacionar hábitos nocivos a serem abandonados, cursos a serem iniciados e virtudes a serem adquiridas...

Propostas razoáveis e, na maioria das vezes, necessárias ao desenvolvimento daquele ser que as relacionou.

No entanto, comumente, antes mesmo da primeira semana do ano acabar, a lista é abandonada em alguma gaveta, juntamente com a disposição sincera de mudança que a havia inspirado.

E lá se vão para o esquecimento,  mais uma vez, as mudanças prometidas para si mesmo.

Quem se espera enganar?

Afinal, a proposição de reforma íntima atinge primeiramente ao próprio interessado.

Propostas como essas abandonadas lembram projetos que se iniciam e não se realizam.

  • São barcos que jamais alcançam o mar.
  • Textos sem ponto final.
  • Obras que não saem da prancheta de desenho.
  • Músicas jamais executadas.
  • Flores que não desabrocharam.
  • Filhos que não nasceram.
  • Amores inconfessáveis.
  • Desenhos que nunca tocaram um papel.
  • Promessas não cumpridas.
  • Sonhos abandonados.
Os dias passam rápidos. 

As folhas brotam, crescem e mais adiante caem das árvores, enquanto as pessoas passam seus dias adiando partidas, retardando começos e cancelando mudanças.

E o que poderia acontecer de modo voluntário, acaba se tornando obrigatório.

A vida, um dia, há de nos cobrar pelas realizações que nos caberiam e que não levamos a termo.

Que realizações serão essas?

Grandes feitos?

Conquistas retumbantes?

Não.

Por certo, as mais significativas missões que nos foram confiadas têm o objetivo de domar nossas próprias imperfeições.
  • "Ah! Mas é tão difícil vencer hábitos antigos!" 
- poderíamos argumentar.

No entanto, mais difícil ainda será conviver para sempre com costumes infelizes que amargam a nossa existência e a daqueles que nos cercam.

Projetos inacabados, por certo, temos vários.

Qual deles retomar e concluir de uma vez por todas?

Cada um de nós deverá saber qual é o mais urgente e mais viável, por ora.

Trata-se de uma decisão intransferível e inadiável. 

É chegada a hora de realizar e de transformar.

É hora de abandonar as desculpas que nos serviram de muletas por tantos séculos, retardando-nos, no mesmo compasso de atraso e de teimosia vã.

Pense nisso!
  • Que o dia de hoje 01 de janeiro de 2011 seja uma marca significativa na linha do tempo de nossas existências. Pouco importa que dia da semana seja, importante é saber que é o primeiro dia do resto de nossas vidas!. Não há porque esperar por outra oportunidade. Chances são como brisas que surgem rapidamente e se vão de igual forma. Não há motivo real e justo para permanecer estacionados enquanto a vida nos chama a realizar o bem. Coragem e disposição hão de ser a inspiração que nos faltava. 
Não amanhã, mas sim, hoje. 
Não depois, mas sim, a partir de agora.
A vida nos chama a realizar o bem!

Eliane de Pádua
padua.eliane@gmail.com
enriquecer.elianedepadua@gmail.com

Primeiro dia

 do resto de nossas vidas!

Hoje primeiro dia de 2011,
você recebe um Livro Novo
 com as páginas todas em branco,
oportunidade para  reescrever a sua história.



Não sei se a vida se recicla. 

Não, talvez não. 

Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. 

Mudados, mas nós. 

Com todas as marcas e cicatrizes  para que não nos esqueçamos do que fomos.

 Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. 

Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. 

Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás.


Recomeçar? Sim. 

Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. 

Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. 

Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água.

Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. 

A vida é assim, é o destino. 

Mas nosso destino, nós fazemos. 

Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. 

E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. 

Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. 

Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor.

E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. 

E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. 

Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranquila de que tentamos. 

Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. 

O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. 

Se soubesse, teria cometido menos erros. 

Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a oportunidade de nos redimir e fazer novas escolhas.

E agora? 

Agora sabemos. Não vamos pegar atalhos. 

Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. 

O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. 

Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. 

Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. 

Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo.  

Coisas simples que a natureza nos ensina. 

Reciclagem de vida? Talvez sim. 

Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. 

Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos.

Desejo-lhe um próspero Ano Novo!
Eliane de Pádua

padua.eliane@gmail.com
enriquecer.elianedepadua@gmail.com

Jesus...




Você já parou para pensar, algum dia, como era o homem Jesus? 
 
Se nos inspirarmos nos Evangelhos podemos esboçar Sua aparência física e espiritual. 
 
Verdadeiramente, Sua aparência física não está descrita nos Evangelhos, mas Ele sempre se mostra simpático e atraente. Causava profunda impressão na multidão, quando Se apresentava em público. 
 
Tinha um corpo sadio, resistente ao calor e ao frio, à fome e à sede, aos cansaços das longas jornadas a pé, pelas trilhas das montanhas da Palestina. 
 
Também ao cansaço por Sua atividade ininterrupta junto ao povo, que não Lhe deixava tempo nem para se alimentar. 
 
Embora nascido em uma estrebaria, oculto aos olhos dos grandes do mundo, teve Seu nascimento anunciado aos pequenos, que traziam os corações preparados para O receber. 
 
A orquestra dos céus se fez presente e a ópera dos mensageiros celestiais O anunciou a quem tivesse ouvidos de ouvir. 
 
Antes de iniciar o Seu messianato, preparou-Lhe os caminhos um homem rude, vestido com uma pele de animal e que a muitos, com certeza, deve ter parecido esquisito ou perturbado. 
 
Principalmente porque, num momento em que o povo aguardava um libertador que fosse maior que o próprio Moisés, ele falava de alguém que iria ungir as almas com fogo. 
 
Enquanto todos aguardavam um guerreiro, que surgisse com seu exército numeroso para subjugar o dominador romano, João, o Batista, lhes falava do Cordeiro de Deus. E cordeiro sempre foi símbolo de mansuetude, de delicadeza. 
 
Quando Ele se fez presente, às margens do Jordão, a sensibilidade psíquica de João O percebe e O apresenta ao mundo. 
 
Esse ser tão especial tomou de um grão de mostarda e o fez símbolo da fé que move montanhas. Utilizou-Se da água pura, jorrada das fontes cristalinas, para falar da água que sacia a sede para todo o sempre. 
 
Tomou do pão e o multiplicou, simbolizando a doação da fraternidade que atende o irmão onde esteja e com ele reparte do pouco que tem. 
 
Falou de tesouros ocultos e de moedas perdidas. Recordou das profissões menos lembradas e as utilizou como exemplo, Ele mesmo denominando-Se o Bom Pastor, que conhece as Suas ovelhas. 
 
Ninguém jamais O superou na poesia, na profundidade do ensino, na doce entonação da voz, cantando o poema das bem-aventuranças, no palco sublime da natureza. 
 
Simples, mostrava Sua sabedoria em cada detalhe, exemplificando que os grandes não necessitam de ninguém que os adjetive, senão sua própria condição. 
 
Conviveu com os pobres, com os deserdados, com os considerados párias da sociedade, tanto quanto visitou e privou da amizade de senhores amoedados e de poder. 

Jesus, ontem, hoje e sempre prossegue exemplo para o ser humano que caminha no rumo da perfeição. 

 
*REFLEXÃO:

  • Embora visando sempre as coisas do Espírito, Jesus jamais descuidou das coisas pequenas e mínimas da Terra. 
 
  • É assim que Seu coração se alegra pelas flores do campo, as quais toma para exemplo em Sua fala, da mesma forma que as pequeninas aves do céu. 
 
  • O Seu amor se dirigia sobretudo aos pobres, aos humildes, aos oprimidos, aos desprezados. 
 
E, justamente por conhecer a fraqueza e a malícia dos homens, sempre perdoa, enquanto Ele mesmo alimenta a Sua vida pelo cumprimento da vontade e do agrado de Deus, o Pai.

Eliane de Pádua
padua.eliane@gmail.com
enriquecer.elianedepadua@gmail.com


UMA PRECE PARA UM ANO REALMENTE NOVO!

Jesus!
Faz nascer novamente
No coração de cada um de nós...

A INOCÊNCIA 
Para sabermos ser transparentes,

O CARINHO 
Para cativarmos novos amigos,

A CONFIANÇA MÚTUA 
Para consolidarmos os pactos em construção,
A GRATIDÃO 
Para valorizarmos a vida em plenitude,

O PERDÃO 
Para reconciliarmo-nos no amor,

A COMPREENSÃO 
Para sabermos perdoar 70 X 7 vezes,

A SIMPATIA 
Para atrairmos só energias positivas,

O ENCANTAMENTO 
Para apaixonarmo-nos pela busca de felicidade,

A SABEDORIA 
Para respeitarmos os pontos de vista do outro,

A VERDADE 
Para encontrarmos os caminhos corretos,

A SOLIDARIEDADE 
Para aprendermos juntos a construir caminhos,

A FÉ 
Para acreditarmos também no outro

A ESPERANÇA 
Para preservarmos na direção do transcendente,

A PAZ 
Para ajudarmos a construir sempre,

A CORAGEM 
Para sabermos retomar nossos sonhos,

A DETERMINAÇÃO 
Para promovermos a justiça,

A VONTADE DE AMAR 
Para sermos juntos... felizes!

Eliane de Pádua
padua.eliane@gmail.com
enriquecer.elianedepadua@gmail.com

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  • e contribuem para o meu crescimento, 
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Feliz Ano Novo muita Paz!
Eliane de Pádua